O esgotamento dos endereços do IPv4 é iminente e uma nova solução para o crescimento da internet já está disponível a algum tempo, o IPv6.
O IPv4, devido a utilização de diversas medidas paliativas, já ultrapassou seu tempo de vida a muitos anos, mas seu fim iminente pede a adoção de um novo protocolo.
O IPv6 começou a ser desenvolvido no início da década de 1990, com o objetivo de ser a solução definitiva para o esgotamento do espaço de endereçamento Internet. Tendo esse como o principal objetivo, a principal diferença em relação à versão anterior do protocolo é em relação ao espaço de endereçamento, aumentado de 32 bits do IPv4 (o que representa 4.294.967.296 endereços) para 128 bits (340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços).
O governo tem um papel essencial na adoção do IPv6, pois apesar de trazer benefícios, estes não são visíveis a curto prazo, nem para as empresas e usuários finais em geral, nem para os provedores de Internet.
Algumas ações para colaborar com esta adoção seriam:
- implantando IPv6 nas redes do governo;
- criando incentivos para a implantação do IPv6;
- criando e sancionando normas para a implantação do IPv6.
Empresas e Provedores de Serviços podem se deparar com custos envolvidos nesta implantação, seja pela troca de equipamentos ou a atualização de seus sistemas.
Empresas que fizeram investimentos em equipamentos adequados para IPv4 recentemente não precisam se preocupar em perde-los, pois os protocolos IPv4 e IPv6 viabilizam a comunicação entre si, além de que alguns equipamentos ainda podem ter seu firmware atualizados pelos fornecedores, para assim suportar o IPv6.
De toda forma, empresas que atuam na área de infra-estrutura de hardware, empresas de telecomunicações e provedores de serviços, podem ter uma transição mais complexa.
Para empresas do setor de redes de telecomunicações, os equipamentos precisarão de mais espaço de memória e as organizações, possivelmente, deverão comprar novos roteadores para suportar o aumento dos endereços, das transferências de pacotes de dados e das listas de controle de acesso (ACL).
Mas engenheiros da Google dizem que implantar o IPv6 é fácil e barato.
Os Engenheiros afirmaram na reunião da Internet Engineering Task Force (IETF), realizada em 2009, que a implantação do IPv6 não custou caro e que apenas uma pequena equipe de desenvolvedores foi suficiente para habilitar o suporte ao IPv6 en todas as aplicações da companhia e desde então.
Agora para o mercado residencial, ou seja, nós, usuários residenciais, em termos de sistemas estamos bem, pois os principais sistemas, Windows XP e posteriores, Linux (Kernel 2,4 e mais recentes) e Mac Os X(8), já oferecem suporte ao IPv6.
Mas este mercado sofre uma clara carência de equipamentos com suporte para IPv6. Principalmente em se tratando de roteadores residenciais, apenas algumas marcas tem implementado suporte para IPv6 ou alguma das tecnologias de transição. Isso e o fato de alguns equipamentos (bridges, modens ADSL, etc.) apresentam problemas na hora de utilizar protocolos relativos ao IPv6, poderia requerer a compra de novos equipamentos com características adequadas ao novo Protocolo gerando assim um custo maior.
Concluindo, o IPv6 virá e proporcionará um mundo muito mais conectado, com celulares, computadores, carros, fogões, geladeiras, todos acessando a web de forma direta. O crescimento vai ser gradual e não afetará nossa interação com a web pois o IPv4 continuará funcionando no decorrer dessa transição.


